Como a má gestão de estoque do Grupo Mateus custou bilhões e o que isso ensina para as outras empresas
No final de 2025, o setor varejista brasileiro foi surpreendido por uma das maiores revisões contábeis da história recente. O Grupo Mateus, referência nacional no varejo alimentar e uma das redes que mais cresciam no Brasil, precisou revisar o valor de seus estoques em R$ 1,1 bilhão. O episódio foi amplamente divulgado e provocou fortes repercussões: as ações da empresa caíram cerca de 14%, gerando uma perda estimada em R$ 1,9 bilhão em valor de mercado.
Mais do que um erro técnico, o caso se tornou um alerta para milhares de empresas: estoque mal gerido não é apenas um problema operacional, mas sim um risco estratégico capaz de comprometer a saúde financeira, a credibilidade e o futuro da organização.
Entendendo o problema: o que realmente aconteceu?
O Grupo Mateus havia declarado possuir cerca de R$ 6 bilhões em mercadorias. Uma revisão detalhada revelou que esse número estava superestimado e que o valor real era próximo a R$ 4,9 bilhões. Isso significa que a companhia acreditava ter mais estoque do que de fato existia.
Essa distorção gerou uma série de consequências:
- Erros no cálculo de custos e margens: Com o estoque inflado, a empresa também subestimou seu custo médio de mercadorias. Isso afetou diretamente as margens e o resultado operacional.
- Descompasso entre inventário físico e contábil: A falta de alinhamento entre sistema e realidade evidencia falhas relevantes nos processos internos de controle.
- Indicativos de fraqueza na governança corporativa: Quando uma organização do porte do Grupo Mateus apresenta uma discrepância de bilhões, imediatamente surgem questionamentos sobre a robustez dos controles e da transparência interna.
- Impacto direto na reputação e na confiança do mercado: Ao revisarem seus balanços, empresas demonstram vulnerabilidades. Isso gera desconfiança em investidores, credores e parceiros de negócio.
- Risco de decisões estratégicas equivocadas: Se uma empresa acredita ter mais estoque do que realmente possui, pode reduzir compras, atrasar reposições, comprometer vendas e até perder clientes.
No caso do Grupo Mateus, o problema não se limitou a uma perda contábil. Ele expôs como a falta de precisão nos processos pode se transformar em um risco sistêmico, afetando operações, imagem e resultados.
Por que uma má gestão de estoque pode arruinar empresas, inclusive as grandes:
O caso do Grupo Mateus não é isolado. Muitas empresas enfrentam dificuldades de estoque, mas não percebem o problema até que ele se torne grande demais. Isso ocorre por um motivo simples: estoque é dinheiro parado, capital em risco e custo direto para a operação.
Uma gestão ineficiente gera impactos imediatos:
1. Perdas financeiras diretas: Erros de inventário, avarias, produtos vencidos, extravios e desvios corroem o caixa sem que a empresa perceba.
2. Aumento dos custos operacionais: Estoque demais exige mais espaço, mais mão de obra, mais logística e mais controle.
3. Falta de capital de giro: Quando a empresa compra mais do que deveria, bloqueia dinheiro que poderia ser usado para expansão, marketing, pessoas ou inovação.
4. Falta de produtos e perda de vendas: Curiosamente, empresas com estoque alto costumam sofrer ruptura — justamente porque compram errado.
5. Decisões desalinhadas com a realidade: Gestores acreditam que possuem “X” unidades, quando na verdade possuem “X – Y”. Isso gera erros de compra, vendas, planejamento e margem.
6. Riscos reputacionais: Clientes, investidores, parceiros e o mercado valorizam previsibilidade. Falhas repetidas em gestão colocam a empresa no radar negativo.
O que o caso nos ensina sobre o futuro da gestão?
O episódio mostra claramente que controle manual e processos tradicionais já não são suficientes. Empresas de médio e grande porte, especialmente indústrias, varejistas e distribuidoras, lidam com milhares de SKUs, fornecedores, centros de distribuição e filiais. Com isso, o risco de erros cresce exponencialmente. A lição é simples e direta:
Sem tecnologia, dados confiáveis e processos inteligentes, a empresa se torna vulnerável. Hoje, empresas que querem crescer de forma sustentável precisam combinar três pilares:
- Processos bem estruturados: Mapeados, monitorados e revisados continuamente.
- Tecnologia confiável: Que automatize cálculos, reduza erros e integre informações em tempo real.
- Inteligência analítica e preditiva: Capaz de antecipar problemas antes que eles se tornem crises.
Como a Up Owl ajuda empresas a evitar grandes perdas e construir operações mais inteligentes
A Up Owl nasceu justamente para resolver problemas como o que acometeu o Grupo Mateus. Usando inteligência artificial aplicada à gestão, nossas soluções permitem que empresas tomem decisões mais rápidas, seguras e baseadas em dados reais.
PrevIA – Previsão de demanda com IA
- Evita excesso e falta de estoque.
- Reduz custos operacionais.
- Melhora o giro da mercadoria.
- Aumenta a assertividade de compras.
Resultado: a empresa opera com estoques mais enxutos e mais lucrativos.
SophIA – Inteligência artificial generativa para gestão empresarial
- Conecta-se ao ERP, CRM e outros sistemas da empresa.
- Permite consultas via WhatsApp com linguagem natural.
- Identifica inconsistências em dados de estoque.
- Ajuda na análise do CMV, perdas e movimentação histórica.
- Auxilia gestores a tomarem decisões rápidas e embasadas.
Com a SophIA, perguntas complexas tornam-se respostas rápidas:
- “Quanto temos do item X em cada CD?”
- “Qual categoria mais perdeu margem no último trimestre?”
- “Quais SKUs tiveram desbalanceamento entre físico e contábil?”
- “Quais produtos estão encalhados e precisam de ação comercial?”
Isso dá ao gestor o que realmente importa: visibilidade, precisão e capacidade de agir antes que o problema exploda.
Conclusão: o caso do Grupo Mateus não é um acidente, mas sim um aviso
Empresas que crescem rápido, mas sem uma base sólida de processos e tecnologia, inevitavelmente enfrentam problemas. O estoque é uma das áreas mais sensíveis porque:
- representa dinheiro,
- envolve risco,
- depende de precisão,
- e exige integração entre várias áreas.
A lição é clara: gestão eficiente não é luxo — é sobrevivência.
E, para empresas que querem operar com segurança, previsibilidade e inteligência, a Up Owl oferece as ferramentas certas: PrevIA para prever, SophIA para gerenciar e a combinação das duas para transformar dados em decisões estratégicas.
A Importância da gestão de estoque: o casa do Grupo Mateus